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Os cães detestam que lhes soprem na cara, mas adoram andar de cabeça ao vento. Porquê?

17.1.13
Lucas com o seu calmante natural (vento)
Cães| Sempre que nos deslocamos de carro com o Lucas, ele vai sentado no meu colo. A patinha pede, na sua ingenuidade, para abrir a janela. Sossega quando existe realmente vento e as orelhas parecem balões insuflados para a frente e para trás. Só mesmo visto. Já tentaram soprar na face do vosso cão? Qual a sua reacção? Tentar substituir o vento fresco de um carro em movimento pelo seu simpático bafo não é pêra doce.

Não podemos comparar entre um vento fresco agradável com mil e um cheiros para decifrar e o bafo do bendito jantar de ontem. Não estão propriamente ao mesmo nível. Não se pode comparar o nosso hálito, mesmo no seu melhor, ao sensacional aroma que a mãe natureza oferece - há que colocar a cabeça de fora num carro em movimento para o receber! 

O faro do cão, de tão evoluído e complexo que é, não se contenta com o arzinho que circula no interior do carro. Ele quer mais. Ele quer a corrente de aromas diferentes para poder diferenciá-los um a um. Já, os nossos insignificantes narizes, quando passeamos, mal conseguem distinguir a  pastelaria. 

Os nossos cães são meninos para conseguirem descodificar muito além de meras informações e a experiência não deixa de ser agradável. Esta é uma das razões pelas quais, eles esboçam um sorriso de orelha a orelha, de forma a que não só o nariz como o vomeronasal (ou órgão de Jacobson - no céu da boca) apreendam todos os cheiros. Se eles falassem diriam algo semelhante a "Quantos mais cheiros melhor!".

Um conselho para vossa segurança tente circular de janela fechada. Um insecto ou uma gravilha projectados a alta velocidade podem causar danos irreparáveis. Em alternativa, adopte óculos protectores - iguais aos que os cães de busca e salvamento usam -  para o seu cão.